Don't even bother.


Don't even bother.


Apenas uma menina com sentimentos incompreendidos. ♥
“Finja que não vê. Finja que não ouve. Finja que não sente. Apenas finja. Você está mal, é verdade, mas ninguém precisa saber, se fingir de forte é o primeiro passo para ser forte. Além disso, se você se mostrar fraco, só vai agradar aqueles que querem o seu mal.”


base por quinni; adaptado por des-controladamente; com alguns detalhes inspirados em noheartgirl. Não copie, não se inspire! (c)

pensamentosecretosdeumamenina:

Era dia 3 de Junho de 2011, uma sexta-feira como qualquer outra, tão comum quanto as outras. Ninguém previa ou chegava a imaginar que ali, naquele dia, daquela forma, começaria uma das histórias de amor mais fortes que eu já vi. De uma forma inesperada, imprevisível, diria até meio.. Sei lá, assustadora. Maria estava em casa com GB se arrumando para uma festa junina, que ia com G. no NL , ela como sempre, se arrumava diferente de todas, preferia tenis, calça jeans e blusa quadriculada, diferente de todas as outras meninas, talvez, única. Chegaram na festa tipo 20hrs, o plano de M. era aparecer linda para B., ex dela. Mas ela nem imaginava que nessa noite iria conhecer um dos meninos que ela mais ia amar na vida, e que amou por 6 meses, com todo o seu amor, todo o coração, e lutou por ele, com todas as forças, e até com falta de força, por amor, talvez. Meio, completamente, clichê , né? Enfim, nessa bela noite, Luiz ( o tal menino lá de amar por 6 meses.. ) , não muito sóbrio,  viu M. pela primeira vez, a puxou e disse ” você é linda, seus olhos são azuis ” , ela ficou meio encatada com o menino, tão lindo.. Mas nunca se iludiu com fofura. Ela disse ” tá ” , virou as costas e saiu andando, todos os amigos dele riram, ela não se arrepende por ter feito isso, porque foi assim que começou uma grande história. No dia seguinte, ela o adicionou no facebook, ele não lembrava quem era ela, mas mesmo assim aceitou, e eles ficaram dias se falando por msn, um esperando o outro entrar, e quando ele entrava e não a via, ela entrava e saia várias vezes, e se mesmo assim ele não percebia, ela tomava coragem pra falar com ele, nem que fosse um ” oi, tudo bem? ” , ou arrumava qualquer outra desculpa, mas ela precisava falar com ele, todo dia, virou meio que um vício, e ela odeia vícios, sempre vai odiar, e hoje em dia odeia mais ainda, por causa dele. Ela estava confusa, indecisa, não sabia se ficaria com ele ou não, até que ele a chamou pra sair no sábado, dia 11 , para o show de um amigo dele, e ela aceitou com um super sorriso no rosto. Até que de tão confusa, saiu na sexta, e acabou ficando com o V. , por insistência do menino a noite inteira, mas quando chegou em casa, sentiu que tinha feito isso errado, sentiu que não devia ter ficado, que devia ter insistido no L., que devia ter ignorado o outro menino. Ela ligou pra um dos melhores amigos dela quando chegou em casa, e ele começou a gritar com ela, e disse pra ela terminar com o V. por telefone, naquele mesmo segundo. Sem pensar muito, M. pegou o telefone e ligou para o garoto, e disse que não daria certo. Até porque ela sentia que queria o L., não era só ” querer ” , era ” precisar ” também. Então, no dia seguinte, ela entra no msn a tarde, o L. diz que o show foi cancelado, M. se assusta achando que nunca mais o veria na vida, até que ele a chamou para ir em outro lugar. Então foi a M. , o L. , a G., e o T., por acaso, M. e L. chegaram antes de todo mundo, e foram para o final do condomínio, sentaram em um banquinho de madeira, tipo de filme, os dois ficaram horas conversando, M. já até achava que não ia mais acontecer nada entre eles, até que L. atendeu o telefone e levantou, ela aproveitou para dar dois pulos para o lado dele pra quando ele sentasse eles estarem mais perto. Ela não conseguia olhar para ele enquanto eles conversavam, por pura timidez, por sentir que ele era o menino mais perfeito do mundo, ela sentia isso dentro dela, e o coração dele pulava a cada palavra que ele dizia. Até que depois uma hora e meia mais ou menos, ele a encostou no banco e a beijou, o mundo parou de girar naquele momento, o mundo de M. começou a girar em torno de L. Eles passaram o resto da noite juntos, se abraçando, se beijando e fazendo as coisas que todo casal ” comum ” faz. Até que eles estavam sentados no café e L. pediu o celular de M., e ela emprestou ingenuamente, sem lembrar que lá dentro haviam algumas ( várias ) fotos dele, e pra que.. Ele abriu a pasta de fotos e viu, e mostrou pra M. , ela ficou roxa, vermelha, azul, verde, todas as cores, e não sabia aonde enfiar a cara. Apenas sorriu e disse ” viu, por isso não empresto o meu celular para ninguém !” e deu uma risada, suave e meio doce, como ela sempre faz quando está com vergonha. Ele saiu da mesa por alguns segundos e voltou, com uma rosa na mão que ele tinha pego em uma garrafa da outra mesa, foi fofo até, mentira, foi extremamente fofo, e ela percebeu que estava se apaixonando por ele mais a cada instante, a cada segundo que se passava. No fim da noite, M. se despediu, já louca para chegar no dia seguinte e vê-lo de novo, mas tinha um detalhe: O DIA SEGUINTE ERA DIA DOS NAMORADOS !  Frio na barriga, né? Ver milhões de casais felizes, se dando presentes, cartões lindos, essas coisas. No dia seguinte, os dois também chegaram antes de todos no mesmo lugar, L. chegou com uma rosa de plástico enrolada em volta de um papel, que tinha um desenho lindo ( ele desenha muito bem, sempre foi assim ) escrito ” feliz dia dos namorados, M. ! Ass: L. ” , ela ganhou o dia quando ele deu isso pra ela, ela ficou com um sorriso o resto da noite. Eles passaram a noite como um casal de namorados, mesmo não estando namorando.. Até que umas 21:30, eles foram para o terraço do shopping, ele a encostou em uma parede, ele parou o beijo e sussurou no ouvido de M. ” quer namorar comigo ?” , ela ficou calada, sem resposta, sem reação, apenas o beijou, e ele parou de novo e perguntou ” você não me respondeu.. ” , ela disse tímida ” deu a entender, né? ” e sorriu para ele, e eles voltaram a se beijar. Eles conversavam como se conhecessem a anos, ou de outras vidas até, como se fossem feitos um para o outro, sem nenhum defeito, ou com mil imperfeições talvez . Ela o amava mais a cada dia que passava, ele ia para casa dela toda sexta feira, e ela sempre estava dormindo a tarde, L. chegava lá, a acordava ou deitava do lado e dormia também, eram como anjos, ou almas gêmeas, que caíram na Terra destinados um para o outro, como se o Cupido existisse e fosse a obra mais perfeita dele. Os dias foram passando, até que ele viajou com ela pra Búzios pela primeira vez, e eles viravam a maioria das noites, conversavam madrugada a dentro, sobre todos os assuntos, ficavam abraçados, diziam o quanto se amavam, faziam brigadeiro, se sujavam, coisas idiotas, mas perfeitas. Não botaria nenhum defeito. E quando chegava de manhã, iam para a praia, e passavam o dia por aí, sem dar explicações, sem enjoar um do outro. E foram assim todas as noites, até eles terem a primeira briga, por um motivo rídiculo, porque ele criticou a roupa dela. Motivo tão bobinho, né? Mas eles fizeram as pazes, bem rápido, depois dos dois gritarem um com o outro, M. percebia que era incapaz de viver longe de L. , e L. percebia que era incapaz de deixar M., por qualquer motivo que fosse. Até que eles voltaram de Búzios e completaram 1 mês, awn. Ela deu um cartão lindo para ele, com mil declarações, mas nenhuma delas chegava aos pés do quanto ela o amava. Os dias se passavam, e eles não eram um casal comum, eles andavam de skate juntos ( no mesmo skate ), eles viam as estrelas deitados na grama, ouviam música, tinham brincadeiras bobas, apelidos de casal apaixonado, tipo , L. chamava M. de princesa panda, porque? Porque ela dormia a tarde toda e tinha olheiras. Motivos bobos, brincadeiras que só eles entendiam. Ele olhava pra ela com cara de bobo, dava um pulinho e a abraçava, brincadeira de idiota, né? Ele era idiota sim, mas era o idiota dela. Dela e de mais ninguém. Eles faziam guerra de açaí, ele jogava açaí no cabelo dela, e ela não ligava, estranho uma menina não dá escandalo por isso? Não, era só amor mesmo, era só o amor que não deixava ela ficar brava por mais de alguns minutos, e quando ela tentava odiar ele por um segundo, no segundo seguinte ela ainda o amava mais. E isso era fora do controle de qualquer coisa, não era a gravidade que a mantinha na Terra, era ele, era o amor dele, era o sorriso dele, era tudo sobre ele. O mundo de M. não girava mais, o mundo dela só girava em torno dele. Os dias se passaram, até que chegou o dia 30 de Julho, aniversário dele, eles estavam em uma viagem juntos, ela tinha levado um cartão enorme e a roupa que ele tinha amado em uma vitrine, dentro de uma caixa com corações escrito ” te amo d+ ” em alto relevo . Mentira, ela não esperou até 30 de Julho para entregar, entregou no começo da viagem mesmo. E no dia 31 de Julho, ela fazia 15 anos, M. não parava de chorar, sei lá, por medo de crescer, por medo de parar de ser a garotinha dele, a pequena dele, ela não queria fazer 15 anos, mesmo sendo o sonho de toda menina, não era o dela. L. entregou uma carta para M. , escrito que ela estava crescendo, virando uma mulher linda, e que ele a amava, mas que ela sempre seria a menininha dele, a pequena dele, não importava a idade. Ela chorou lendo essa carta, ela chorou até não aguentar mais, até não existirem mais lágrimas para serem derramadas. E no fim da noite, ele a entregou dois anéis, um com o símbolo do infinito, e outro com duas rosas ( ele já havia dado esse anel para ela antes, mas tinha quebrado ), as duas rosas significavam a primeira vez que a gente ficou, e a rosa do dia dos namorados. Eles dançaram juntos na praia a noite, ela usou pela primeira vez um vestido que ela já tinha a um tempo, e ela não sabia dançar, era meio desajeitada, atrapalhada, pisava no pé dele o tempo inteiro, e ele não ligava. Ele a jogou no mar com o vestido, ela não ligou, ela achou até engraçado, riu e foi tomar um banho, voltou com uma roupa normal. A noite já estava no fim, os amigos de M. foram beber, L. e M. ficaram no quarto vendo filmes, preferiam ficar juntos, abraçados, conversando do que sair pra beber, e depois não lembrar das coisas. A viagem chegou ao fim, e as aulas voltaram. Eles continuaram se vendo quase todo dia, ele ia no curso dela sempre que podia, e ela ia ver ele toda quarta, e passavam a tarde juntos, era de costume já, tinha virado rotina, e era a melhor rotina do mundo, eles não enjoavam um do outro, eram sempre sorrisos bobos e apaixonados quando estavam juntos, todos tinham certeza que eles iriam passar a vida inteira juntos, iam se casar e etc, M. também não duvidava disso, até porque ela usava o anel das duas rosas no dedo do anel de casamento. Eles dois eram (im)perfeitos juntos, cada defeito era apenas uma imperfeiçãozinha que os dois ajustavam com o amor tão infinito, e incondicional. Tão jovens, e tão apaixonados, pena que eles não tinham ideia que nada é pra sempre, e que o eterno pode durar segundos. Até que eles fizeram 3 meses juntos, e ela resolveu dar o melhor presente do mundo pra ele, não era melhor em questão material, mas era o mais significativo, era um livro, com 49 páginas, em cada uma das páginas ela dizendo o quanto amava ele, fez 100 motivos porque amava ele, teve uma página só para os planos futuros ( particularmente a página que M. mais gostava ), era um livro lindo, cheio de fotos, momentos, lembranças. Ele chorou lendo, não, ele não é viado nem nada do tipo, ele só tem sentimentos, e isso é lindo. Eles podiam brigar sempre, podiam dizer o quanto o outro era idiota, ela podia chamar ele de babaca, idiota, tudo que existe, mas no final fazia questão de dizer ” meu idiota ” , e o beijar.  Uma vez, os dois estavam andando de skate, M. caiu feio, saiu com o joelho todo sangrando, e L. riu, M. nunca ficou com tanta raiva na vida, ele foi tentar passar água no machucado, ela jogou a água nele, mas eles sempre se resolviam no final. Mal ela esperava que ele iria aparecer no dia seguinte com um buquê de flores na porta da escola dela com um cartão falando que foi um péssimo namorado. Ahh, vai, pode ser clichê, mas é fofo, é fofo até demais ! Eles eram tão lindos, né? Não era um casal como outro qualquer. Todo dia de manhã M. mandava uma mensagem de bom dia para L. , mesmo quando ela não tinha aula, programava o despertador para acordar 7 da manhã e mandava, não deixou de mandar nenhum dia, só por prazer de saber que ele sorria quando via a mensagem, e o sorriso dele, ahhh, o sorriso dele.. Valia mais do que ouro ! Eles não eram qualquer casal, eles eram O casal, acima de tudo, amigos. Faziam guerrinhas dentro de casa, discutiam e tudo acabava em beijo como diz um amigo de M. , dava pra sentir o amor quando eles estavam perto, dava pra sentir a felicidade de cada um deles. E parecia que o céu ficava cinza quando eles brigavam. Uma vez quando eles estavam passando a tarde juntos, M. o perguntou ” o quanto você me ama? ” L. imediatamente respondeu ” é inexplicável ” . M. usava as cuecas dele pra dormir nas viagens, ela amava isso !  A música deles dizia ” my love is so big, for you, for you, for you.. ” e era exatamente assim. Ela ainda lembra como ele a mostrou essa música, os dois estavam em um quarto da viagem, e ele pegou o lap top e disse ” preciso te mostrar uma música que lembro de você quando escuto ” e botou a música So Big, uma das músicas mais perfeitas que M. já ouviu, e começou a puxar ela pra dançar com a música.. Awn, tão lindos, tão completos juntos.. A outra música dizia ” nossa química é perfeita, não precisa nem falar, a gente sabe conversar, apenas com o olhar.. ” , e era examente assim. Eles se entendiam perfeitamente, sem precisar de palavras, ou de conversas muito longas. Eles passavam tardes em cima da rampa de skate, com ele deitado com a cabeça no colo dela, e ela mexendo no cabelo dele. Cena de filme, talvez. Tão clichê quanto um romance tipo Titanic, mas era muito mais do que apenas ” algo clichê ” . Quando L. tirou o cizo pela primeira vez, nossa, M. passou o fim de semana sem sair, para ir na casa dele, para cuidar dele, era isso que importava. Ela levou vários filmes, sorteve, tudo para ele se sentir bem, o melhor possível. Ela sempre cuidava dele, mesmo ele achando as vezes que isso era pegar no pé, não era, ela apenas se importava demais com ele. Até que eles estavam perto de fazer 5 meses e terminaram pela primeira vez, foi horrível, M. lembrou por 2 semanas de cada palavra que ele disse, foi em uma quinta feira, em um banco do shopping, o término mal durou 5 minutos, mas foi o suficiente para M. chorar até perder o ar, até o rosto dela ficar enchado, vermelho, e ela sentir uma das piores sensações do mundo: a sensação de estar perdendo o amor da vida dela. Por mais que eles tenham voltado em 5 minutos, ela eternizou cada palavra que ele disse, e não conseguia parar de chorar, e ele não conseguia expressar o quanto arrependido estava. No mesmo fim de semana, M. foi para casa dele, olhou para ele , e começou a chorar, do nada, apenas lembrando. Ela chora com pensamentos, não é tão normal assim. E passou 2 horas em um choro desesperador, L. não sabia o que fazer, não sabia o que dizer, talvez apenas a beijasse e prometia que nunca mais iria acontecer. Mas porque prometer algo que ele não ia conseguir cumprir? 3 dias antes de 6 meses,( dia 9 de Dezembro) M. havia acabado de acordar, e ele acabava de voltar da escola, os dois no telefone, normais até.. Tinham se visto um dia antes, estavam perfeitos, como sempre, juntos. Do nada, a voz dele se embaralhou, ela não conseguia entender, só ouviu ele falando:
- Não dá mais.
- Então… Você está terminando comigo? - Ela perguntou com medo da resposta, esperando que ele respondesse ” não, meu amor. Está ouvindo besteiras?” . A resposta não foi como esperava.
- É.. Estou. 
M. começou com um choro, que nem ela mesma conseguia controlar, não caia a ficha, não entrava nela que eles tinham terminado, ela chorava, chorava, e não parava. Ele disse as últimas palavras:
- Não.. Por favor ! Tchau.
E desligou, e ela não acreditava no que tinha acabado de acontecer. Estava tentando acreditar que era apenas um pesadelo, e na realidade, eles ainda estavam juntinhos, como sempre estiveram. Quando ela botou ” solteira ” nas redes sociais, parecia que o mundo tinha parado. Nem ela sabia que eles eram um casal tão visível, e que tanta gente adorava ver junto. O telefone de M. não parava de tocar, sua melhor amiga, suas amigas, seus amigos, todo mundo. Ela não sabia o que dizer para eles, porque ela não sabia o que tinha acontecido. Até os amigos dele perguntavam ” é sério isso? ” e M. não sabia o que falar para ninguém, não sabia se aquilo era real. O chat não parava de apitar no facebook dela, nem no facebook dos amigos dela. Porque todo mundo tão curioso? Era tanta perfeição assim apenas na união de duas pessoas? Ok, podia até ser. A primeira coisa que M. fez foi pegar o telefone, ligar para uma amiga, e ir para praia beber pela primeira ( e última vez ) na vida, ela acha isso vulgar, e odeia bebida, ainda odeia e sempre vai odiar, foi uma vez pra nunca mais. Mas ela não ficou mal, muito menos ” altinha ” ou bebada mesmo. Depois, ela e as amigas resolveram ir para o shopping tentar animar as coisas. Oh, pra que? Todo mundo que a via falava ” Ih, primeira vez que eu te vejo sem o seu namorado ! ” , e ela respondia com toda dor do mundo, com o coração na mão ” eu e ele terminamos ” . Todo mundo ficava chocado ao saber disso, todo mundo odiava a ideia de vê-los separados. Foi assim, M. não parava de chorar, por nada. Voltaram para casa, ela chorava como se sentimentos iam embora junto. Não adiantou, ela estava encostada na parede, chorando, perdendo o ar, perdendo forças e caindo, caindo e caindo, porque as lágrimas não davam espaço para ela respirar. E ela tentou dormir, mas sonhou com ele, e acordou 6:35 da manhã falando que o queria de volta, e as lágrimas pesavam, e ela não se conformava que teria que viver sem o L. , sem o idiota , mas o idiota dela. Era a pior ideia do mundo, era o coração dela partido em mil pedaços no chão, como se não tivesse cura. Até que uma hora ela foi obrigada a parar de chorar, e os dias se passaram, ok, passaram uns 4 dias e eles se falaram no telefone, o nome dele no celular dela estava como ” forever & always ” , ( lindo, né? ), e o telefone tocou.
-M..?
-Oi. 
- Eu queria explicar os motivos do término.. Sabe, tudo mudou..
- É L., eu sei bem que as coisas mudam, eu sabia que o meu amor por você não continuaria sempre o mesmo, ele podia variar, aumentar, diminuir, virar amor de amigo, e voltar a ser amor de namorado. Por isso, não é porque as coisas mudam que elas terminam.
M. estava tentando ser forte para não chorar no telefone com ele, e ela estava conseguindo, e resolveu ir assim até o fim.
- Bom, L., se tivesse alguém que gostasse de mim o quanto eu gosto de você, eu não desperdiçaria isso. A gente pode recomeçar, tudo diferente..
- Não, eu não quero. - Ai, facada no coração dela..
- Não tenho mais nada a fazer. - Disse M. com o coração apertado na mão.
- Me esquecer.
- Eu não irei de lembrar de você pra sempre. - Disse ela largando o telefone, pois sabia que isso não era verdade.
Ela não queria ir para casa, os pais dela já estavam assustados, ela não queria entrar no quarto e ver todas as lembranças, relembrar dos momentos, de cada detalhe, e do quanto ela amava ele. Por isso, ela resolveu guardar esse amor em uma gaveta, e esconder a chave.  Um tempo depois, eles acabaram se vendo, e ela não conseguiu segurar o choro, e foi para outros cantos. Ele foi atrás, sentou ao lado dela, botou a mão em suas costas e disse:
- Ei, não quero te ver triste, nem chorando.
Ela o olhou com cara de decepcionada, ele continuou:
- Quer que eu vá embora?
- Não, relax a, você está com os seus amigos aqui.
- Ok . - Ele passou a mão no cabelo dela e saiu.
Depois de um tempo, ela tentando superar, foi tentar dar certo com alguém, o que não deu nada certo. Ele parecia sentir ciúmes, L. tentava manter a distância, não desgrudou a noite toda. Até que M. e JG começaram a namorar, e viajaram juntos com uma galera, até que em uma tarde que ele não estava perto, M. abriu a pasta errada no computador e viu todas as fotos do L. com ela, lembrou de cada momento, com uma perfeição absurda. E não conseguiu segurar, não prendeu as lágrimas, e percebeu o quanto ele fazia falta. Depois, na noite de ano novo, M. terminou com JG, sabendo que não iria durar. E ficou no quarto, no computador, sem querer abriu a mesma pasta, e chorou de novo, mas foi um choro que durou a noite inteira, que ela não queria ninguém por perto, nem o melhor amigo ( que estava na mesma casa ), mas JG  foi lá e deu um conselho ” M., não sofre por homem não.. Senão vai acabar com a sua vida ” , mas não era qualquer homem, isso que ele não entendia. O melhor amigo de M. ofereceu ir até lá apenas para abraçá-la, mas ela não queria ninguém por perto, ninguém mesmo. Seu coração doía, doía demais. Ela queria arrancar ele e jogar longe, ela botou a música deles dois no máximo e ficou vendo fotos, relembrando, tortura? Não, saudade. Saudade que escorria pelos olhos. Ela movia montanhas por ele, se fosse preciso. Ela o amava com todo coração de menina que existia dentro dela. E o amor dela era a coisa mais forte nela, não adiantava tentar lutar contra ele. Hoje em dia L. namora com outra, M. o deseja toda felicidade do mundo com a outra menina, porque a felicidade dele, o sorriso dele, são coisas valiosas. Ela teve que deixar ele ir embora, talvez por orgulho dela, talvez porque ela se importa mais com os sentimentos dele do que com os dela mesma. Mas quando eles se vêem, ele implica com ela, eles brincam, ela o chama de idiota, ele liga pra ela as vezes, por motivos idiotas, eles gostam de irritar um ao outro. Ele ainda a leva até o carro carregando sua mochila, ou seu salto depois de uma festa, ele não a deixa sozinha, ele faz questão de sempre ir falar com ela quando a vê, nem que seja apenas um ” oi ” . Ela ainda desconfia que ele ligue para ela apenas para ouvir a voz dela, mas prefere não se iludir com besteiras ( ou não besteiras ). Ele ainda troca de assunto quando ela diz que ficou com outro, ele não suporta vê-la falando de outro ou estando com outro, ele entra no meio, na cara de pau, e diz que não foi por querer, e que não era  intenção, e ele faz questão de não tocar no assunto da nova namorada com ela, ele sente ciúmes dela, ele zoa ela, e ela ainda o chama de idiota e diz pra ele calar a boca, e diz que não quer o ver mais, ele não acredita nisso, tenho certeza. Todos ainda os acham perfeitos juntos, menos eles, ou se acham, não admitem, guardam em segredo dentro de si mesmos. Ela ainda tem dúvidas se sente algo por ele, ele garante que não sente nada, mesmo todos tendo certeza que ele sente. Ela guarda todas as lembranças, e é visível que ele sente falta, senão ligaria para outras pessoas, não a levaria até o carro, não implicaria tanto com ela. E mesmo se eles ainda se amassem, eles não admitiriam, por puro orgulho, esperariam acontecer. Talvez, só talvez. Todos ainda acham que eles ainda ficaram juntos, por todas as eternidades, e mais do que isso, talvez seja algo impossível, ou bem possível. Sei lá, só eles dois sabem, ou nem sabem o que sentem. Ou não admitem mesmo. Sei lá, eles só não vivem um sem o outro. Mesmo como amigos, namorados, almas gêmeas, ou qualquer outra coisa. Mas ela aprendeu uma coisa: ” Se for pra ser, será. Se for seu, mesmo que um dia se vá, irá voltar. Porque se for pra ser amor de verdade, não irá acabar, por nada no mundo, enfrenta qualquer barreira, porque o amor tem forças que todos desconhecem. ” Ass: M. :) 

pensamentosecretosdeumamenina:

Era dia 3 de Junho de 2011, uma sexta-feira como qualquer outra, tão comum quanto as outras. Ninguém previa ou chegava a imaginar que ali, naquele dia, daquela forma, começaria uma das histórias de amor mais fortes que eu já vi. De uma forma inesperada, imprevisível, diria até meio.. Sei lá, assustadora. Maria estava em casa com GB se arrumando para uma festa junina, que ia com G. no NL , ela como sempre, se arrumava diferente de todas, preferia tenis, calça jeans e blusa quadriculada, diferente de todas as outras meninas, talvez, única. Chegaram na festa tipo 20hrs, o plano de M. era aparecer linda para B., ex dela. Mas ela nem imaginava que nessa noite iria conhecer um dos meninos que ela mais ia amar na vida, e que amou por 6 meses, com todo o seu amor, todo o coração, e lutou por ele, com todas as forças, e até com falta de força, por amor, talvez. Meio, completamente, clichê , né? Enfim, nessa bela noite, Luiz ( o tal menino lá de amar por 6 meses.. ) , não muito sóbrio,  viu M. pela primeira vez, a puxou e disse ” você é linda, seus olhos são azuis ” , ela ficou meio encatada com o menino, tão lindo.. Mas nunca se iludiu com fofura. Ela disse ” tá ” , virou as costas e saiu andando, todos os amigos dele riram, ela não se arrepende por ter feito isso, porque foi assim que começou uma grande história. No dia seguinte, ela o adicionou no facebook, ele não lembrava quem era ela, mas mesmo assim aceitou, e eles ficaram dias se falando por msn, um esperando o outro entrar, e quando ele entrava e não a via, ela entrava e saia várias vezes, e se mesmo assim ele não percebia, ela tomava coragem pra falar com ele, nem que fosse um ” oi, tudo bem? ” , ou arrumava qualquer outra desculpa, mas ela precisava falar com ele, todo dia, virou meio que um vício, e ela odeia vícios, sempre vai odiar, e hoje em dia odeia mais ainda, por causa dele. Ela estava confusa, indecisa, não sabia se ficaria com ele ou não, até que ele a chamou pra sair no sábado, dia 11 , para o show de um amigo dele, e ela aceitou com um super sorriso no rosto. Até que de tão confusa, saiu na sexta, e acabou ficando com o V. , por insistência do menino a noite inteira, mas quando chegou em casa, sentiu que tinha feito isso errado, sentiu que não devia ter ficado, que devia ter insistido no L., que devia ter ignorado o outro menino. Ela ligou pra um dos melhores amigos dela quando chegou em casa, e ele começou a gritar com ela, e disse pra ela terminar com o V. por telefone, naquele mesmo segundo. Sem pensar muito, M. pegou o telefone e ligou para o garoto, e disse que não daria certo. Até porque ela sentia que queria o L., não era só ” querer ” , era ” precisar ” também. Então, no dia seguinte, ela entra no msn a tarde, o L. diz que o show foi cancelado, M. se assusta achando que nunca mais o veria na vida, até que ele a chamou para ir em outro lugar. Então foi a M. , o L. , a G., e o T., por acaso, M. e L. chegaram antes de todo mundo, e foram para o final do condomínio, sentaram em um banquinho de madeira, tipo de filme, os dois ficaram horas conversando, M. já até achava que não ia mais acontecer nada entre eles, até que L. atendeu o telefone e levantou, ela aproveitou para dar dois pulos para o lado dele pra quando ele sentasse eles estarem mais perto. Ela não conseguia olhar para ele enquanto eles conversavam, por pura timidez, por sentir que ele era o menino mais perfeito do mundo, ela sentia isso dentro dela, e o coração dele pulava a cada palavra que ele dizia. Até que depois uma hora e meia mais ou menos, ele a encostou no banco e a beijou, o mundo parou de girar naquele momento, o mundo de M. começou a girar em torno de L. Eles passaram o resto da noite juntos, se abraçando, se beijando e fazendo as coisas que todo casal ” comum ” faz. Até que eles estavam sentados no café e L. pediu o celular de M., e ela emprestou ingenuamente, sem lembrar que lá dentro haviam algumas ( várias ) fotos dele, e pra que.. Ele abriu a pasta de fotos e viu, e mostrou pra M. , ela ficou roxa, vermelha, azul, verde, todas as cores, e não sabia aonde enfiar a cara. Apenas sorriu e disse ” viu, por isso não empresto o meu celular para ninguém !” e deu uma risada, suave e meio doce, como ela sempre faz quando está com vergonha. Ele saiu da mesa por alguns segundos e voltou, com uma rosa na mão que ele tinha pego em uma garrafa da outra mesa, foi fofo até, mentira, foi extremamente fofo, e ela percebeu que estava se apaixonando por ele mais a cada instante, a cada segundo que se passava. No fim da noite, M. se despediu, já louca para chegar no dia seguinte e vê-lo de novo, mas tinha um detalhe: O DIA SEGUINTE ERA DIA DOS NAMORADOS !  Frio na barriga, né? Ver milhões de casais felizes, se dando presentes, cartões lindos, essas coisas. No dia seguinte, os dois também chegaram antes de todos no mesmo lugar, L. chegou com uma rosa de plástico enrolada em volta de um papel, que tinha um desenho lindo ( ele desenha muito bem, sempre foi assim ) escrito ” feliz dia dos namorados, M. ! Ass: L. ” , ela ganhou o dia quando ele deu isso pra ela, ela ficou com um sorriso o resto da noite. Eles passaram a noite como um casal de namorados, mesmo não estando namorando.. Até que umas 21:30, eles foram para o terraço do shopping, ele a encostou em uma parede, ele parou o beijo e sussurou no ouvido de M. ” quer namorar comigo ?” , ela ficou calada, sem resposta, sem reação, apenas o beijou, e ele parou de novo e perguntou ” você não me respondeu.. ” , ela disse tímida ” deu a entender, né? ” e sorriu para ele, e eles voltaram a se beijar. Eles conversavam como se conhecessem a anos, ou de outras vidas até, como se fossem feitos um para o outro, sem nenhum defeito, ou com mil imperfeições talvez . Ela o amava mais a cada dia que passava, ele ia para casa dela toda sexta feira, e ela sempre estava dormindo a tarde, L. chegava lá, a acordava ou deitava do lado e dormia também, eram como anjos, ou almas gêmeas, que caíram na Terra destinados um para o outro, como se o Cupido existisse e fosse a obra mais perfeita dele. Os dias foram passando, até que ele viajou com ela pra Búzios pela primeira vez, e eles viravam a maioria das noites, conversavam madrugada a dentro, sobre todos os assuntos, ficavam abraçados, diziam o quanto se amavam, faziam brigadeiro, se sujavam, coisas idiotas, mas perfeitas. Não botaria nenhum defeito. E quando chegava de manhã, iam para a praia, e passavam o dia por aí, sem dar explicações, sem enjoar um do outro. E foram assim todas as noites, até eles terem a primeira briga, por um motivo rídiculo, porque ele criticou a roupa dela. Motivo tão bobinho, né? Mas eles fizeram as pazes, bem rápido, depois dos dois gritarem um com o outro, M. percebia que era incapaz de viver longe de L. , e L. percebia que era incapaz de deixar M., por qualquer motivo que fosse. Até que eles voltaram de Búzios e completaram 1 mês, awn. Ela deu um cartão lindo para ele, com mil declarações, mas nenhuma delas chegava aos pés do quanto ela o amava. Os dias se passavam, e eles não eram um casal comum, eles andavam de skate juntos ( no mesmo skate ), eles viam as estrelas deitados na grama, ouviam música, tinham brincadeiras bobas, apelidos de casal apaixonado, tipo , L. chamava M. de princesa panda, porque? Porque ela dormia a tarde toda e tinha olheiras. Motivos bobos, brincadeiras que só eles entendiam. Ele olhava pra ela com cara de bobo, dava um pulinho e a abraçava, brincadeira de idiota, né? Ele era idiota sim, mas era o idiota dela. Dela e de mais ninguém. Eles faziam guerra de açaí, ele jogava açaí no cabelo dela, e ela não ligava, estranho uma menina não dá escandalo por isso? Não, era só amor mesmo, era só o amor que não deixava ela ficar brava por mais de alguns minutos, e quando ela tentava odiar ele por um segundo, no segundo seguinte ela ainda o amava mais. E isso era fora do controle de qualquer coisa, não era a gravidade que a mantinha na Terra, era ele, era o amor dele, era o sorriso dele, era tudo sobre ele. O mundo de M. não girava mais, o mundo dela só girava em torno dele. Os dias se passaram, até que chegou o dia 30 de Julho, aniversário dele, eles estavam em uma viagem juntos, ela tinha levado um cartão enorme e a roupa que ele tinha amado em uma vitrine, dentro de uma caixa com corações escrito ” te amo d+ ” em alto relevo . Mentira, ela não esperou até 30 de Julho para entregar, entregou no começo da viagem mesmo. E no dia 31 de Julho, ela fazia 15 anos, M. não parava de chorar, sei lá, por medo de crescer, por medo de parar de ser a garotinha dele, a pequena dele, ela não queria fazer 15 anos, mesmo sendo o sonho de toda menina, não era o dela. L. entregou uma carta para M. , escrito que ela estava crescendo, virando uma mulher linda, e que ele a amava, mas que ela sempre seria a menininha dele, a pequena dele, não importava a idade. Ela chorou lendo essa carta, ela chorou até não aguentar mais, até não existirem mais lágrimas para serem derramadas. E no fim da noite, ele a entregou dois anéis, um com o símbolo do infinito, e outro com duas rosas ( ele já havia dado esse anel para ela antes, mas tinha quebrado ), as duas rosas significavam a primeira vez que a gente ficou, e a rosa do dia dos namorados. Eles dançaram juntos na praia a noite, ela usou pela primeira vez um vestido que ela já tinha a um tempo, e ela não sabia dançar, era meio desajeitada, atrapalhada, pisava no pé dele o tempo inteiro, e ele não ligava. Ele a jogou no mar com o vestido, ela não ligou, ela achou até engraçado, riu e foi tomar um banho, voltou com uma roupa normal. A noite já estava no fim, os amigos de M. foram beber, L. e M. ficaram no quarto vendo filmes, preferiam ficar juntos, abraçados, conversando do que sair pra beber, e depois não lembrar das coisas. A viagem chegou ao fim, e as aulas voltaram. Eles continuaram se vendo quase todo dia, ele ia no curso dela sempre que podia, e ela ia ver ele toda quarta, e passavam a tarde juntos, era de costume já, tinha virado rotina, e era a melhor rotina do mundo, eles não enjoavam um do outro, eram sempre sorrisos bobos e apaixonados quando estavam juntos, todos tinham certeza que eles iriam passar a vida inteira juntos, iam se casar e etc, M. também não duvidava disso, até porque ela usava o anel das duas rosas no dedo do anel de casamento. Eles dois eram (im)perfeitos juntos, cada defeito era apenas uma imperfeiçãozinha que os dois ajustavam com o amor tão infinito, e incondicional. Tão jovens, e tão apaixonados, pena que eles não tinham ideia que nada é pra sempre, e que o eterno pode durar segundos. Até que eles fizeram 3 meses juntos, e ela resolveu dar o melhor presente do mundo pra ele, não era melhor em questão material, mas era o mais significativo, era um livro, com 49 páginas, em cada uma das páginas ela dizendo o quanto amava ele, fez 100 motivos porque amava ele, teve uma página só para os planos futuros ( particularmente a página que M. mais gostava ), era um livro lindo, cheio de fotos, momentos, lembranças. Ele chorou lendo, não, ele não é viado nem nada do tipo, ele só tem sentimentos, e isso é lindo. Eles podiam brigar sempre, podiam dizer o quanto o outro era idiota, ela podia chamar ele de babaca, idiota, tudo que existe, mas no final fazia questão de dizer ” meu idiota ” , e o beijar.  Uma vez, os dois estavam andando de skate, M. caiu feio, saiu com o joelho todo sangrando, e L. riu, M. nunca ficou com tanta raiva na vida, ele foi tentar passar água no machucado, ela jogou a água nele, mas eles sempre se resolviam no final. Mal ela esperava que ele iria aparecer no dia seguinte com um buquê de flores na porta da escola dela com um cartão falando que foi um péssimo namorado. Ahh, vai, pode ser clichê, mas é fofo, é fofo até demais ! Eles eram tão lindos, né? Não era um casal como outro qualquer. Todo dia de manhã M. mandava uma mensagem de bom dia para L. , mesmo quando ela não tinha aula, programava o despertador para acordar 7 da manhã e mandava, não deixou de mandar nenhum dia, só por prazer de saber que ele sorria quando via a mensagem, e o sorriso dele, ahhh, o sorriso dele.. Valia mais do que ouro ! Eles não eram qualquer casal, eles eram O casal, acima de tudo, amigos. Faziam guerrinhas dentro de casa, discutiam e tudo acabava em beijo como diz um amigo de M. , dava pra sentir o amor quando eles estavam perto, dava pra sentir a felicidade de cada um deles. E parecia que o céu ficava cinza quando eles brigavam. Uma vez quando eles estavam passando a tarde juntos, M. o perguntou ” o quanto você me ama? ” L. imediatamente respondeu ” é inexplicável ” . M. usava as cuecas dele pra dormir nas viagens, ela amava isso !  A música deles dizia ” my love is so big, for you, for you, for you.. ” e era exatamente assim. Ela ainda lembra como ele a mostrou essa música, os dois estavam em um quarto da viagem, e ele pegou o lap top e disse ” preciso te mostrar uma música que lembro de você quando escuto ” e botou a música So Big, uma das músicas mais perfeitas que M. já ouviu, e começou a puxar ela pra dançar com a música.. Awn, tão lindos, tão completos juntos.. A outra música dizia ” nossa química é perfeita, não precisa nem falar, a gente sabe conversar, apenas com o olhar.. ” , e era examente assim. Eles se entendiam perfeitamente, sem precisar de palavras, ou de conversas muito longas. Eles passavam tardes em cima da rampa de skate, com ele deitado com a cabeça no colo dela, e ela mexendo no cabelo dele. Cena de filme, talvez. Tão clichê quanto um romance tipo Titanic, mas era muito mais do que apenas ” algo clichê ” . Quando L. tirou o cizo pela primeira vez, nossa, M. passou o fim de semana sem sair, para ir na casa dele, para cuidar dele, era isso que importava. Ela levou vários filmes, sorteve, tudo para ele se sentir bem, o melhor possível. Ela sempre cuidava dele, mesmo ele achando as vezes que isso era pegar no pé, não era, ela apenas se importava demais com ele. Até que eles estavam perto de fazer 5 meses e terminaram pela primeira vez, foi horrível, M. lembrou por 2 semanas de cada palavra que ele disse, foi em uma quinta feira, em um banco do shopping, o término mal durou 5 minutos, mas foi o suficiente para M. chorar até perder o ar, até o rosto dela ficar enchado, vermelho, e ela sentir uma das piores sensações do mundo: a sensação de estar perdendo o amor da vida dela. Por mais que eles tenham voltado em 5 minutos, ela eternizou cada palavra que ele disse, e não conseguia parar de chorar, e ele não conseguia expressar o quanto arrependido estava. No mesmo fim de semana, M. foi para casa dele, olhou para ele , e começou a chorar, do nada, apenas lembrando. Ela chora com pensamentos, não é tão normal assim. E passou 2 horas em um choro desesperador, L. não sabia o que fazer, não sabia o que dizer, talvez apenas a beijasse e prometia que nunca mais iria acontecer. Mas porque prometer algo que ele não ia conseguir cumprir? 3 dias antes de 6 meses,( dia 9 de Dezembro) M. havia acabado de acordar, e ele acabava de voltar da escola, os dois no telefone, normais até.. Tinham se visto um dia antes, estavam perfeitos, como sempre, juntos. Do nada, a voz dele se embaralhou, ela não conseguia entender, só ouviu ele falando:

- Não dá mais.

- Então… Você está terminando comigo? - Ela perguntou com medo da resposta, esperando que ele respondesse ” não, meu amor. Está ouvindo besteiras?” . A resposta não foi como esperava.

- É.. Estou. 

M. começou com um choro, que nem ela mesma conseguia controlar, não caia a ficha, não entrava nela que eles tinham terminado, ela chorava, chorava, e não parava. Ele disse as últimas palavras:

- Não.. Por favor ! Tchau.

E desligou, e ela não acreditava no que tinha acabado de acontecer. Estava tentando acreditar que era apenas um pesadelo, e na realidade, eles ainda estavam juntinhos, como sempre estiveram. Quando ela botou ” solteira ” nas redes sociais, parecia que o mundo tinha parado. Nem ela sabia que eles eram um casal tão visível, e que tanta gente adorava ver junto. O telefone de M. não parava de tocar, sua melhor amiga, suas amigas, seus amigos, todo mundo. Ela não sabia o que dizer para eles, porque ela não sabia o que tinha acontecido. Até os amigos dele perguntavam ” é sério isso? ” e M. não sabia o que falar para ninguém, não sabia se aquilo era real. O chat não parava de apitar no facebook dela, nem no facebook dos amigos dela. Porque todo mundo tão curioso? Era tanta perfeição assim apenas na união de duas pessoas? Ok, podia até ser. A primeira coisa que M. fez foi pegar o telefone, ligar para uma amiga, e ir para praia beber pela primeira ( e última vez ) na vida, ela acha isso vulgar, e odeia bebida, ainda odeia e sempre vai odiar, foi uma vez pra nunca mais. Mas ela não ficou mal, muito menos ” altinha ” ou bebada mesmo. Depois, ela e as amigas resolveram ir para o shopping tentar animar as coisas. Oh, pra que? Todo mundo que a via falava ” Ih, primeira vez que eu te vejo sem o seu namorado ! ” , e ela respondia com toda dor do mundo, com o coração na mão ” eu e ele terminamos ” . Todo mundo ficava chocado ao saber disso, todo mundo odiava a ideia de vê-los separados. Foi assim, M. não parava de chorar, por nada. Voltaram para casa, ela chorava como se sentimentos iam embora junto. Não adiantou, ela estava encostada na parede, chorando, perdendo o ar, perdendo forças e caindo, caindo e caindo, porque as lágrimas não davam espaço para ela respirar. E ela tentou dormir, mas sonhou com ele, e acordou 6:35 da manhã falando que o queria de volta, e as lágrimas pesavam, e ela não se conformava que teria que viver sem o L. , sem o idiota , mas o idiota dela. Era a pior ideia do mundo, era o coração dela partido em mil pedaços no chão, como se não tivesse cura. Até que uma hora ela foi obrigada a parar de chorar, e os dias se passaram, ok, passaram uns 4 dias e eles se falaram no telefone, o nome dele no celular dela estava como ” forever & always ” , ( lindo, né? ), e o telefone tocou.

-M..?

-Oi. 

- Eu queria explicar os motivos do término.. Sabe, tudo mudou..

- É L., eu sei bem que as coisas mudam, eu sabia que o meu amor por você não continuaria sempre o mesmo, ele podia variar, aumentar, diminuir, virar amor de amigo, e voltar a ser amor de namorado. Por isso, não é porque as coisas mudam que elas terminam.

M. estava tentando ser forte para não chorar no telefone com ele, e ela estava conseguindo, e resolveu ir assim até o fim.

- Bom, L., se tivesse alguém que gostasse de mim o quanto eu gosto de você, eu não desperdiçaria isso. A gente pode recomeçar, tudo diferente..

- Não, eu não quero. - Ai, facada no coração dela..

- Não tenho mais nada a fazer. - Disse M. com o coração apertado na mão.

- Me esquecer.

- Eu não irei de lembrar de você pra sempre. - Disse ela largando o telefone, pois sabia que isso não era verdade.

Ela não queria ir para casa, os pais dela já estavam assustados, ela não queria entrar no quarto e ver todas as lembranças, relembrar dos momentos, de cada detalhe, e do quanto ela amava ele. Por isso, ela resolveu guardar esse amor em uma gaveta, e esconder a chave.  Um tempo depois, eles acabaram se vendo, e ela não conseguiu segurar o choro, e foi para outros cantos. Ele foi atrás, sentou ao lado dela, botou a mão em suas costas e disse:

- Ei, não quero te ver triste, nem chorando.

Ela o olhou com cara de decepcionada, ele continuou:

- Quer que eu vá embora?

- Não, relax a, você está com os seus amigos aqui.

- Ok . - Ele passou a mão no cabelo dela e saiu.

Depois de um tempo, ela tentando superar, foi tentar dar certo com alguém, o que não deu nada certo. Ele parecia sentir ciúmes, L. tentava manter a distância, não desgrudou a noite toda. Até que M. e JG começaram a namorar, e viajaram juntos com uma galera, até que em uma tarde que ele não estava perto, M. abriu a pasta errada no computador e viu todas as fotos do L. com ela, lembrou de cada momento, com uma perfeição absurda. E não conseguiu segurar, não prendeu as lágrimas, e percebeu o quanto ele fazia falta. Depois, na noite de ano novo, M. terminou com JG, sabendo que não iria durar. E ficou no quarto, no computador, sem querer abriu a mesma pasta, e chorou de novo, mas foi um choro que durou a noite inteira, que ela não queria ninguém por perto, nem o melhor amigo ( que estava na mesma casa ), mas JG  foi lá e deu um conselho ” M., não sofre por homem não.. Senão vai acabar com a sua vida ” , mas não era qualquer homem, isso que ele não entendia. O melhor amigo de M. ofereceu ir até lá apenas para abraçá-la, mas ela não queria ninguém por perto, ninguém mesmo. Seu coração doía, doía demais. Ela queria arrancar ele e jogar longe, ela botou a música deles dois no máximo e ficou vendo fotos, relembrando, tortura? Não, saudade. Saudade que escorria pelos olhos. Ela movia montanhas por ele, se fosse preciso. Ela o amava com todo coração de menina que existia dentro dela. E o amor dela era a coisa mais forte nela, não adiantava tentar lutar contra ele. Hoje em dia L. namora com outra, M. o deseja toda felicidade do mundo com a outra menina, porque a felicidade dele, o sorriso dele, são coisas valiosas. Ela teve que deixar ele ir embora, talvez por orgulho dela, talvez porque ela se importa mais com os sentimentos dele do que com os dela mesma. Mas quando eles se vêem, ele implica com ela, eles brincam, ela o chama de idiota, ele liga pra ela as vezes, por motivos idiotas, eles gostam de irritar um ao outro. Ele ainda a leva até o carro carregando sua mochila, ou seu salto depois de uma festa, ele não a deixa sozinha, ele faz questão de sempre ir falar com ela quando a vê, nem que seja apenas um ” oi ” . Ela ainda desconfia que ele ligue para ela apenas para ouvir a voz dela, mas prefere não se iludir com besteiras ( ou não besteiras ). Ele ainda troca de assunto quando ela diz que ficou com outro, ele não suporta vê-la falando de outro ou estando com outro, ele entra no meio, na cara de pau, e diz que não foi por querer, e que não era  intenção, e ele faz questão de não tocar no assunto da nova namorada com ela, ele sente ciúmes dela, ele zoa ela, e ela ainda o chama de idiota e diz pra ele calar a boca, e diz que não quer o ver mais, ele não acredita nisso, tenho certeza. Todos ainda os acham perfeitos juntos, menos eles, ou se acham, não admitem, guardam em segredo dentro de si mesmos. Ela ainda tem dúvidas se sente algo por ele, ele garante que não sente nada, mesmo todos tendo certeza que ele sente. Ela guarda todas as lembranças, e é visível que ele sente falta, senão ligaria para outras pessoas, não a levaria até o carro, não implicaria tanto com ela. E mesmo se eles ainda se amassem, eles não admitiriam, por puro orgulho, esperariam acontecer. Talvez, só talvez. Todos ainda acham que eles ainda ficaram juntos, por todas as eternidades, e mais do que isso, talvez seja algo impossível, ou bem possível. Sei lá, só eles dois sabem, ou nem sabem o que sentem. Ou não admitem mesmo. Sei lá, eles só não vivem um sem o outro. Mesmo como amigos, namorados, almas gêmeas, ou qualquer outra coisa. Mas ela aprendeu uma coisa: ” Se for pra ser, será. Se for seu, mesmo que um dia se vá, irá voltar. Porque se for pra ser amor de verdade, não irá acabar, por nada no mundo, enfrenta qualquer barreira, porque o amor tem forças que todos desconhecem. ” Ass: M. :) 





(Source: act0r, via inilluminate)